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Imposto de renda e a Má distribuição de renda

Lauro Oliveira Lima (28/03/2006)

O IMPOSTO DE RENDA E A MÁ DISTRIBUIÇAO DE RENDA NESSE PAÍS

Já falei com vários políticos deste País e todos eles até o momento todos fizeram “ouvidos de mercador”. No fundo acho que, na verdade, eles não entenderam nada do que eu quis dizer. Por isso, aqui, vou tentar explicar melhor.

O imposto de renda tem abatimentos que deveriam ser para melhor distribuir a renda ou aliviar o bolso dos mais necessitados e menos abençoados com a riqueza. Porém o que se vê no cotidiano não é isso. Os abatimentos do imposto de renda só beneficiam os mais abastados da nossa população além de serem inócuos os benefícios (devido ao baixo valor restituído em relação ao faturamento do cidadão). Vamos ao que interessa: Exemplos:

1- Educação

Cidadão ganha uma verdadeira fortuna por mês, vamos dizer, R$20.000,00. Total do ano R$260.000,00. Paga 27,5% de imposto de renda (deduzindo uma parcela fixa, que aqui vamos esquecer) = 70.200 de imposto de renda (Hipoteticamente).

Põe seu filho em uma escola particular, por não acreditar que a escola pública sirva para ele. Gasta (vamos dizer) R$3000,00 no ano. Declara em seu imposto de renda e deixa de pagar 27.5% sobre este valor. É o mesmo que dizer que o governo lhe devolveu a quantia de R$825,00 (para ele isso é muito pouco em um ano).

Outro Cidadão ganha uma verdadeira merreca por mês, vamos dizer, R$1.000,00. Total do ano R$13.000,00. Depois das deduções padrões, fica isento.

Põe seu filho em uma escola particular, por não acreditar que a escola pública sirva para ele. Gasta (vamos dizer) R$3000,00 no ano, fazendo um esforço terrível pois, esta destinando (aproximadamente) 23% da sua renda para este fim. Por ser isento, nada recebe de volta do seu investimento em educação. Quando o rico recebeu de volta R$825,00.

2- Saúde

Cidadão ganha uma verdadeira fortuna por mês, vamos dizer, R$20.000,00. Total do ano R$260.000,00. Paga 27,5% de imposto de renda (deduzindo uma parcela fixa, que aqui vamos esquecer) = 70.200 de imposto de renda (Hipoteticamente).

Algum familiar seu sofre um terrível acidente ou doença séria. Durante o ano ele tem que gastar R$20.000,00 com despesas médicas. Declara em seu imposto de renda e deixa de pagar 27.5% sobre este valor. É o mesmo que dizer que o governo lhe devolveu a quantia de R$5.500,00 (que ele deixara de pagar de imposto de renda). Gasto real depois da benesse do govêrno R$14.500,00.

Outro Cidadão ganha uma verdadeira merreca por mês, vamos dizer, R$1.000,00. Total do ano R$13.000,00. Depois das deduções padrões, fica isento.

Algum familiar seu sofre um terrível acidente ou doença séria. Durante o ano ele tem que gastar R$20.000,00 com despesas médicas. Reune familiares, faz vaquinhas, leiloa bens, vende o carro (que comprou com grande sacrifício), finalmente quita a dívida porque é um cidadão honesto e vai continuar assim. Declara em seu imposto de renda e.... NADA. Isso, nada. Não vai receber nada de volta porque é pobre. Ganha pouco e o govêrno só devolve se você for rico. Entenda quem quiser.




Comentários



Gaucho

Ele não recebe, simplesmente deixa de pagar o imposto de renda, SE O POBRE PAGASSE O IMPOSTO DE RENDA ELE RECEBERIA DE VOLTA, agora isentando 825 não faz muita diferença mais o total que a pessoa com mais dinheiro vai gasta vai se um valor altissimo, enquanto a com menos 0 Entenda quem quiser


Mestre

Como vai devolve pra quem não paga IMPOSTO??????


Marco Antonio

Os ricos não pagam impostos no Brasil como deveriam.Esse discurso da alta carga tributária é para enganar a população. A carga é injusta,isso sim,pois a maior parte da arrecadação é proviniente de impostos indiretos e nestes quem paga mais são os mais pobres. Alíquota de 27% e outra de 15% ( a partir de uma base de ganhos que deveria ser isenta) é pouca diferença. Menos tributação sobre o consumo popular e sobre a produção! Mais progressividade sobre as grandes fortunas e altas rendas!


Rísia Lopes Negreiros

A desigualdade na cobrança do IRPF é: O imposto incide sobre o salário ("força física do trabalhador") da mesma forma que sobre lucros obtidos de capital financeiro empresarial. Nestes moldes os empresários levam vantagem, podendo deduzir os gastos pessoais e pagarem sobre o que resta dos lucros das empresas (capitais) enquanto que o assalariado fica preso ao que o LEÃO deduz que podemos gastar. Assim, nos impossibilita de deduzir aluguel, contas de luz, alimentação, passagens de qualquer natureza, vestuário, materiais de limpeza, manutenção de casa, carro (para quem tem) e por ai... Ao final de tudo não importa o que sobrou na conta bancária do trabalhador e sim o que recebeu da força de trabalho ao longo do ano, deduzida apenas educação, saúde e o que o governo “acha” que é suficiente para vivermos.


Tony

Voce está confundindo imposto com auxilios, bolsas etc. Se o cara não pagou não tem como devolver, somente dar outros tipos de auxílios como bolsa família e outros que estão por ai.


Rísia Lopes Negreiros

Eu não entendi quem está confundindo imposto com auxílios, bolsas etc. afinal não li em nenhum comentário esses termos. Acredito até que quem recebe bolsas e auxílios não têm escolaridade para esse grau de comentário, por realizarem a declaração simples ou apenas o CPF.

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