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PROUCA – Programa Um Computador por Aluno e as duas redes de ensino

Lauro Oliveira Lima (28/07/2010)

O PROUCA é um avanço. Um grande avanço. Mas, não vai beneficiar o aluno pobre da rede privada de ensino, só vão receber os laptop's os alunos da rede pública de ensino.

O projeto esquece que existem duas formas de uma criança de baixa renda estudar na rede privada de ensino: a primeira e muito comum, são as bolsas de estudo que milhares de escolas dão a alunos carentes, que passam a gozar de uma melhor qualidade de ensino, mas perdem o apoio da sociedade (inclusive sua chance de integrar as cotas para menos favorecidos quando chegar a hora da universidade). A segunda forma é quando a família, mesmo sem recursos suficientes, procura a rede privada para buscar uma melhor qualidade de ensino, ela chega a se sacrificar para isso por ter em mente a necessidade de mudar o destino da família. É sabido que, em nosso País, 55% dos filhos não conseguem superar o rendimento que seu pai tinha (dados PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento). Essa família, que quer o melhor para seu filho, é penalizada quando, na hora que matricula seu filho(a) na rede privada, perde: o cheque FUNDEB (dinheiro da sociedade que financia o estudo dos mais carentes), a merenda escolar, o transporte escolar, o fardamento escolar e o material escolar. E, agora, vai perder de receber também o laptop que só vai ser entregue aos alunos (às vezes com muito mais poder aquisitivo) que estão matriculados na rede pública de ensino. A sociedade quando recolhe seus impostos tem a intenção de amparar os mais necessitados e serão necessários programas que definam melhor quem pode receber o que, sem levar em consideração a rede em que o aluno esta matriculado. Nossa constituição fala da liberdade de escolha. Não diz que deva ter uma punição se você não escolher a rede pública de ensino. Lá atrás (nos idos do ano 2000), para aprovar o SIMPLES, tivemos que abrir mão do ensino médio porque tinha um deputado que achava que escola de menino grande era escola grande. Levamos quase uma década para provar que existem escolas pequenas de menino grande (aprovamos o SIMPLES para o ensino médio em 2009). Será que vamos levar outra década para demonstrar que existem meninos de pouca renda dentro da escola da rede privada? Que o direito da livre escolha inclui também a rede privada? Será que o deputado que você escolheu para votar nesta eleição defende que seu filho possa estudar em qualquer das duas redes e continuar sendo amparado pela sociedade? Será que ele defende que a educação básica (e não a superior) é que é mais importante para transformar nosso estado e nosso País? Será que ele acha que a escola profissionalizante (técnica- IFET) é um caminho para a universidade ou um fim? O que será que ele escolheu como destino do seu filho? VOTE no novo. Defenda a escola de seu filho. Defenda o professor de seu filho. Defenda a educação de seu filho.




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